Lei estabelecerá critérios para produção do queijo Mineiro
11/06/12
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Mais “casinhas” entram na legalidade e queijo terá mais qualidade

 A lei que altera os critérios para a produção do queijo de minas artesanal, feito com leite cru, foi aprovada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária na última quarta-feira, dia seis de junho e será votada pelos deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) dentro dos próximos dias. “A lei simplifica as instalações de produção”, disse o deputado Antônio Carlos Arantes (PSC), autor da Lei nº 1.702/11.

Atualmente, as “casinhas”, como são chamados os lugares onde os queijos são fabricados, seguem uma série de exigências, que inviabilizam a produção, pois demandam um alto investimento, que muitas famílias não dispõem. De acordo com cálculos do deputado, uma “casinha” nos parâmetros da legislação vigente custa em média R$ 50 mil e, caso a nova lei seja aprovada, esse custo cairá para R$ 15 mil.

Hoje o território mineiro possui aproximadamente 30 mil produtores de queijo, mas menos de 200 obedecem os critérios estabelecidos, o que faz com que milhares vivam na ilegalidade.

O presidente da Associação de Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), João Carlos Leite, esteve na ALMG ontem e comemora. “É importante que mais produtores possam entrar na legalidade”, afirma.

Além das modificações, o projeto prevê que o estado crie mecanismos financeiros de apoio e incentivo à adequação dos estabelecimentos de produção do queijo minas e ao desenvolvimento de programas de qualificação técnica do produtor. O projeto também faz alusão à sanidade animal e prevê mecanismos para orientar, educar e financiar o produtor, para manter um rebanho de qualidade.

O mercado de queijo minas feito a partir do leite cru é por essência clandestino. É uma problemática provocada pela idade das leis que não condizem com a realidade. As normas de inspeção federais, por exemplo, são de 1952 e foram feitas para atender o mercado externo e beneficiar os importadores.

Além da “casinha”, que exige o investimento elevado do produtor, a lei estadual prevê um período de maturação de 21 dias. Entretanto, esse prazo é flutuante, pois o processo da cura depende da umidade e varia de acordo com a época do ano. Por isso foi estabelecido o percentual de umidade de 45,9%. O problema é que o mercado prefere o queijo fresco, o que é mais uma barreira entre realidade e o estabelecimento de regras.

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